Gestão fora de banda em evolução: como simplificar data centers para a era da IA

Branded Content- 1 de outubro de 2026 | 11:20
Com o avanço da inteligência artificial, da nuvem e da computação de borda, a infraestrutura de gerenciamento também precisa escalar. Uma arquitetura óptica baseada em PON pode reduzir complexidade, equipamentos e cabeamento, além de centralizar as operações.

A expansão da inteligência artificial, dos serviços em nuvem e da computação de borda está acelerando a construção e a modernização de data centers. À medida que esses ambientes crescem, aumenta também a quantidade de equipamentos que precisam ser configurados, monitorados, atualizados e recuperados. Nesse contexto, a rede de gerenciamento fora de banda, conhecida como OOB (Out of Band), deixa de ser um elemento secundário e passa a integrar a estratégia operacional.
A rede OOB funciona separadamente da rede principal de dados e permite acesso remoto aos equipamentos mesmo quando há uma falha na infraestrutura de produção. Ela é fundamental para diagnóstico, manutenção e recuperação. No entanto, muitas arquiteturas tradicionais foram construídas com camadas de switches Ethernet, servidores de console, transceptores e grande volume de cabeamento de cobre. Conforme o data center se expande, essa estrutura pode se tornar mais difícil e cara de operar.
Por que o modelo tradicional enfrenta limites
Cada novo rack pode adicionar equipamentos ativos, portas, fontes de energia, conexões e tarefas de administração. O crescimento pressiona espaço, refrigeração e consumo elétrico, além de aumentar o número de sistemas com ciclos próprios de software, monitoramento e manutenção. Em instalações distribuídas, a dificuldade é ainda maior: as equipes precisam manter políticas e configurações consistentes em vários locais.
Hyperscalers foram os primeiros a enfrentar esse problema em grande escala, mas desafios semelhantes agora aparecem em data centers empresariais, instalações de colocation, provedores de nuvem, infraestrutura de IA, ambientes de borda e neoscalers. Esses operadores precisam acelerar implantações, melhorar resiliência e segurança, reduzir custos e apoiar metas de sustentabilidade sem transformar a rede de gerenciamento em uma nova fonte de complexidade.
Uma abordagem óptica ponto a multiponto
A proposta do DCOM, solução de gerenciamento OOB para data centers da Ciena, é substituir parte da arquitetura ponto a ponto por uma rede óptica passiva, ou PON, baseada em fibra e em conexões ponto a multiponto. A arquitetura foi desenvolvida inicialmente para ambientes de hiperescala e agora foi ampliada para atender diferentes tipos e dimensões de data center.
O uso de PON reduz a dependência de camadas tradicionais de agregação, switches OOB e extensas redes de cobre. Com menos elementos ativos na distribuição, a infraestrutura pode ocupar menos espaço, exigir menos energia e simplificar o cabeamento. A mesma abordagem pode ser aplicada tanto à modernização de redes existentes quanto à expansão de novas instalações de IA, nuvem e borda.
Um portfólio para diferentes perfis de data center
Nem todos os ambientes têm as mesmas exigências de densidade, formato ou expansão. Por isso, a evolução do DCOM inclui opções modulares e fixas. Os chassis 3822, de 1RU, e 3823, de 3RU, operam com a ONU DCOM 3824 e permitem crescimento modular. Para instalações de maior densidade, a plataforma compacta 3826, de 1RU, reúne gerenciamento Ethernet, acesso por console serial e monitoramento de infraestrutura.
A variedade de formatos estende as vantagens da arquitetura para empresas, instalações de colocation, sites de borda e outros operadores que não possuem a escala de um hyperscaler, mas enfrentam as mesmas pressões por simplificação e crescimento. O objetivo é oferecer uma base comum capaz de acompanhar diferentes modelos de implantação.
Gerenciamento centralizado e ciclo de vida mais simples
O valor de uma rede OOB moderna não depende apenas do hardware. O OLT DCOM conecta-se às ONUs, enquanto o DCOM Controller centraliza integração, provisionamento, monitoramento, relatórios, gestão de software e operações de ciclo de vida. O Node Essentials acrescenta visibilidade unificada pela web e administração simplificada.
Essa arquitetura transforma dispositivos isolados em uma plataforma operacional mais coesa. Em vez de administrar diversos sistemas independentes, equipes podem aplicar configurações e políticas de forma consistente, acompanhar o ambiente por uma visão comum e racionalizar atualizações. Para organizações com milhares de dispositivos ou múltiplas instalações, a redução da carga operacional pode ser tão relevante quanto a economia física de infraestrutura.
Integração, segurança e automação
Redes de gerenciamento modernas precisam se integrar às ferramentas existentes. Uma interface northbound permite conectar o DCOM a plataformas de monitoramento, gestão e automação, preservando os fluxos de trabalho de TI. A centralização também apoia provisionamento consistente, monitoramento unificado e controle do ciclo de vida.
Como a rede OOB é utilizada em situações críticas, incluindo falhas da rede principal, sua evolução deve considerar segurança e resiliência desde o projeto. Uma plataforma construída especificamente para gerenciamento de data centers ajuda a organizar essas funções sem simplesmente adaptar produtos originalmente destinados a outras finalidades.
Eficiência e sustentabilidade no crescimento
O aumento de capacidade dos data centers ocorre em um cenário no qual energia, espaço e refrigeração são restrições importantes. Ao reduzir switches OOB tradicionais, camadas de agregação, servidores de console e cabeamento, uma arquitetura óptica mais consolidada pode diminuir consumo e necessidade de refrigeração. Projetos sem ventiladores em determinados componentes também podem contribuir para maior vida operacional.
A sustentabilidade, nesse caso, está ligada à eficiência da infraestrutura: utilizar menos equipamentos para executar as funções de gerenciamento, otimizar o espaço e reduzir a complexidade que acompanha o crescimento. Para operadores de data centers, esses ganhos ajudam a alinhar expansão, custos e objetivos ambientais.
Uma base operacional para o próximo ciclo dos data centers
À medida que IA, nuvem e borda ampliam a escala e a distribuição da infraestrutura, o gerenciamento fora de banda não pode permanecer preso a arquiteturas que crescem pela repetição de equipamentos e conexões. Uma abordagem óptica baseada em PON, com hardware específico, controle centralizado e formatos flexíveis, oferece um caminho para modernizar essa camada crítica.
O benefício vai além da redução de cabos ou dispositivos. A oportunidade está em criar uma plataforma mais simples de implantar, integrar e operar, capaz de acompanhar diferentes perfis de data center e sustentar o crescimento sem multiplicar a complexidade.
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