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TeleSíntese02/10/2026por Da Redação

MCom coloca SGDC-2 no centro da estratégia de soberania digital

MCom coloca SGDC-2 no centro da estratégia de soberania digital

Frederico de Siqueira Filho defende capacidade nacional para comunicações estratégicas e integração de satélites com fibra e redes móveis

O ministro das Comunicações (MCom), Frederico de Siqueira Filho, colocou o avanço do SGDC-2 entre as iniciativas do governo para ampliar a capacidade nacional em comunicações estratégicas e relacionou a infraestrutura satelital à agenda de soberania digital do País.

A posição foi apresentada nesta quarta-feira, 30, durante a abertura do 25º Congresso Latino-Americano de Satélites, no Rio de Janeiro. O evento reúne representantes do governo, Forças Armadas e empresas do setor.

Segundo o ministro, o projeto da nova geração do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas integra o Sistema de Satélites de Defesa e Comunicações (SSDC), no qual a Telebras exerce papel na infraestrutura satelital brasileira.

Frederico argumentou que o fortalecimento de capacidades nacionais não implica reduzir a participação estrangeira no mercado brasileiro.

“A soberania digital não significa nos fecharmos em nós mesmos. Isso sequer seria viável diante da interdependência das cadeias globais de suprimentos e dos ecossistemas tecnológicos modernos. O Brasil continuará aberto à inovação, aos investimentos e à cooperação internacional. Mas é preciso garantir que sistemas críticos, especialmente aqueles relacionados à Defesa e às comunicações estratégicas, estejam sob um regime de proteção especial”, afirmou.

O Ministério das Comunicações não informou, no material divulgado nesta quarta-feira, cronograma, investimento previsto ou especificações técnicas do SGDC-2.

Satélite deve complementar fibra e redes móveis

O ministro também defendeu uma estratégia de conectividade baseada na combinação de diferentes infraestruturas. Para ele, as dimensões territoriais brasileiras impedem que uma única tecnologia responda às necessidades de cobertura do País.

“Em um país de dimensões continentais como o nosso, nenhuma tecnologia, isoladamente, será capaz de responder a todos os desafios de conectividade”, afirmou.

A estratégia mencionada por Frederico reúne redes satelitais, fibra óptica e infraestrutura móvel. No segmento espacial, ele citou a expansão das alternativas disponíveis em órbitas geoestacionária (GEO), média (MEO) e baixa (LEO).

O ministro também apontou aplicações de redes satelitais de Internet das Coisas (IoT) em logística, agricultura, mineração e nos setores de petróleo e gás.

Na avaliação apresentada durante o congresso, a evolução tecnológica exige que as regras acompanhem as mudanças no mercado. “Temos o compromisso de garantir um ambiente econômico e regulatório que proporcione cada vez mais competitividade e concorrência, para que o grande beneficiado seja o usuário final”, disse.

Governo apresenta números de conectividade

Frederico também apresentou resultados de programas federais de expansão da infraestrutura digital.

Segundo os dados divulgados pelo MCom, as infovias do programa Norte Conectado alcançam cerca de 3 milhões de pessoas na Região Norte. Mais de 109 mil escolas de educação básica contam com banda larga e Wi-Fi.

O serviço móvel está presente nos 5.570 municípios e, segundo o ministério, alcança 94,67% da população. O 5G chegou a 2 mil cidades, enquanto o 4G foi ampliado para 2,6 mil localidades rurais.

O ministro citou ainda mais de R$ 23 bilhões previstos no Novo PAC para iniciativas relacionadas à conectividade e à inclusão digital.

Nesse desenho, o governo associa a expansão terrestre ao uso da infraestrutura espacial em regiões e aplicações nas quais as redes convencionais não oferecem a cobertura necessária.

Infraestrutura espacial entra no debate de soberania

Ao abordar o mercado de satélites, Frederico relacionou a expansão das constelações globais aos debates sobre segurança e soberania digital.

A posição apresentada pelo ministro combina manutenção da abertura brasileira a investimentos e operadores internacionais com a preservação de capacidades nacionais para sistemas considerados críticos.

É nesse contexto que o MCom situa o SGDC-2 e o papel da Telebras no Sistema de Satélites de Defesa e Comunicações.

“O futuro da conectividade será construído pela combinação de diferentes tecnologias, modelos de negócios e capacidades”, afirmou Frederico.

O 25º Congresso Latino-Americano de Satélites reúne no Rio representantes da Telebras, Aeronáutica, SES, Telesat e outras empresas e instituições ligadas aos mercados de telecomunicações, satélites e defesa.

*Com assessoria de imprensa

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