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TELETIME News02/10/2026por Eduardo Vasconcelos

Tahto, subsidiária da Oi, quer R$ 130 milhões por ativos

Crise da Oi Tahto, subsidiária da Oi, quer R$ 130 milhões por ativos 01/10/26, 20:39   Atualizado em 01/10/26, 21:42
(crédito: Freepik)

A Tahto, subsidiária de call center da Oi, definiu o preço mínimo de R$ 130 milhões para um processo de venda de seus ativos a ser conduzido no âmbito do seu plano de recuperação judicial (PRJ). A empresa também prevê pagar os credores em até 12 meses após a homologação do plano.

As informações constam no plano de recuperação judicial e em seu respectivo aditivo, ambos aprovados pelos credores em assembleia geral realizada na última terça-feira, 29 de setembro. O PRJ ainda depende de homologação do Juízo da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro para entrar em vigor.

De acordo com o plano, a Tahto vai constituir uma Unidade Produtiva Isolada (UPI) denominada UPI New Tahto. A unidade será, na prática, formada pela transferência de bens da atual subsidiária da Oi. Os ativos transferíveis serão listados em futuro edital de concorrência.

A previsão é de que o edital seja apresentado ao juízo da recuperação judicial e publicado no Diário de Justiça Eletrônico em até 30 dias após a homologação do plano.

Segundo a empresa, o edital virá com a indicação de um proponente líder (stalking horse bidder), que já está em fase de negociação avançada para aquisição da UPI.

Os demais interessados na aquisição da empresa terão que preencher termos e condições para participar do procedimento competitivo e apresentar proposta fechada ao juízo da recuperação judicial.

A Tahto salienta, no aditivo ao PRJ, que os recursos obtidos com o processo de venda serão destinados ao pagamento de credores.

"Todo o produto advindo da venda da UPI TAHTO será pago mediante depósito judicial em conta judicial vinculada ao Juízo da Recuperação Judicial e destinado ao pagamento dos Credores Concursais e dos Credores Extraconcursais, o que inclui o Administrador Judicial, o gestor judicial e os seus advogados", pontua.

Pagamento de credores

Conforme o plano aprovado pelos credores, ficam sujeitos ao PRJ da Tahto todos os créditos cujo fato gerador seja anterior à data do pedido de recuperação judicial (3 de julho de 2025), independentemente de sua inclusão ou não no quadro geral de credores.

De todo modo, a Tahto planeja pagar todos os credores em até 12 meses contados a partir da homologação do plano pela Justiça. Os credores foram divididos nas seguintes categorias.

  • Classe I – titulares de crédito derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho;
  • Classe II – titulares de créditos com garantia real;
  • Classe III – titulares de créditos quirografários;
  • Classe IV – titulares de créditos enquadrados como microempresa (ME) ou empresa de pequeno porte (EPP).

No caso dos créditos trabalhistas (Classe I), para valores até R$ 1.400, será feito um pagamento único em até 12 meses.

Para créditos de R$ 1.400 a R$ 4.500, haverá uma parcela inicial de R$ 1.400, seguida de uma segunda de 50% da diferença entre o valor do crédito e R$ 4.500.

Para valores até R$ 50 mil, o pagamento se constituirá de parcela inicial de R$ 1.400, mais uma segunda de R$ 1.550. A terceira e última parcela, também dentro do período de 12 meses, terá o valor de 10% da diferença entre o valor do crédito e R$ 4.500.

No caso de créditos trabalhistas acima de R$ 50 mil, o plano prevê parcela inicial de R$ 1.400, segunda parcela de R$ 1.550, terceira parcela de 60% de R$ 4.550 e quarta parcela de 5% da diferença entre o valor do crédito e R$ 50 mil.

O PRJ da Tahto também prevê pagamentos escalonados para créditos quirografários – chegando a quatro prestações para valores acima de R$ 1,6 milhão – e para credores empresariais (ME ou EPP), em três parcelas para valores acima de R$ 66 mil.

A Tahto informou que a lista de credores não inclui nenhum considerado de Classe II (créditos com garantia real).

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