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TeleSíntese20/10/2026por Adriano Camargo

FCC autoriza 54 satélites da Globalstar, alvo de compra pela Amazon

FCC autoriza 54 satélites da Globalstar, alvo de compra pela Amazon

Nova constelação será utilizada para conexão direta com celulares; lançamentos estão previstos para começar em 2027.

Globalstar-LEO
(Imagem: Globalstar/divulgação)

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) autorizou a Globalstar a operar no país sua constelação satelital de terceira geração, denominada C-3, voltada à prestação de serviços móveis por satélite, incluindo conectividade direta com celulares (D2D). A decisão foi anunciada enquanto a empresa passa por processo de aquisição pela Amazon.

O sistema contará com 48 satélites operacionais de órbita baixa (LEO) e seis unidades de reserva em órbita, a aproximadamente 1.414 quilômetros de altitude. A infraestrutura terrestre terá cerca de 90 antenas de seis metros de diâmetro, distribuídas por mais de 20 países. Os lançamentos estão previstos para começar em 2027.

Segundo a Globalstar, a autorização permite que os satélites C-3 se comuniquem com terminais móveis nos Estados Unidos, incluindo smartphones compatíveis com serviços D2D. A decisão também contempla a comunicação com estações terrestres localizadas no Alasca, Havaí, Nevada, Texas, Flórida e Porto Rico.

Os equipamentos espaciais serão fabricados pela canadense MDA Space, enquanto o controle da constelação ficará a cargo de centros operacionais em Toulouse, na França, e Covington, no estado norte-americano da Louisiana. O sistema foi registrado junto à União Internacional de Telecomunicações (UIT) pela França, sob a denominação AST-NG-C-3.

Aquisição pela Amazon depende de aprovações regulatórias

A autorização ocorre seis meses após a Amazon anunciar, em abril, um acordo definitivo para adquirir a Globalstar e incorporar suas operações à infraestrutura do Amazon Leo, projeto de conectividade por satélites de órbita baixa.

A transação inclui as constelações existentes, a infraestrutura terrestre e os direitos de uso de espectro da Globalstar. A conclusão está condicionada à obtenção das aprovações regulatórias necessárias e ao cumprimento de etapas operacionais previstas no contrato, incluindo marcos relacionados aos satélites de reposição HIBLEO-4.

A autorização concedida ao C-3 diz respeito especificamente à operação da constelação no mercado norte-americano e não representa aprovação da aquisição pela Amazon.

Com a incorporação dos ativos da Globalstar, a Amazon pretende acrescentar serviços de comunicação direta com dispositivos móveis à sua operação satelital. A companhia também planeja desenvolver um sistema próprio, denominado Amazon Leo D2D, cuja implantação deverá começar em 2028.

Esse projeto prevê a oferta de serviços de voz, mensagens e transmissão de dados por satélite a dispositivos compatíveis, em complemento à cobertura das redes móveis terrestres.

Acordo com Apple prevê continuidade da conectividade satelital

A aquisição também envolve os serviços de comunicação via satélite oferecidos pela Apple. Atualmente, a Globalstar fornece infraestrutura utilizada em funcionalidades de determinados modelos de iPhone e Apple Watch, incluindo mensagens de emergência, compartilhamento de localização e assistência em estradas.

Em paralelo ao anúncio da compra, Amazon e Apple firmaram um acordo para que a infraestrutura do Amazon Leo passe a dar suporte a esses serviços.

O entendimento prevê a continuidade do atendimento aos dispositivos que utilizam as constelações existentes e planejadas da Globalstar, além da colaboração entre as empresas no desenvolvimento de futuras funcionalidades.

A empresa não informou uma data específica para o início da operação comercial dos satélites C-3.

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