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TELETIME News03/10/2026por Danilo Paulo

Gilat e Hughes alertam para custo de redes LEO em clientes corporativos

Congresso Latinoamericano de Satélites Gilat e Hughes alertam para custo de redes LEO em clientes corporativos 02/10/26, 15:11   Atualizado em 02/10/26, 15:11
Head de pré-vendas da Hughes do Brasil, Raffael Malta. Foto: Jackson Sarmanho/Congresso Latinoamericano de Satélites

O menor preço por megabit oferecido por redes de satélites de baixa órbita (LEO) nem sempre se traduz em redução do custo total para clientes corporativos, segundo executivos das empresas de satélites Gilat e da Hughes do Brasil.

Durante o Congresso Latino-Americano de Satélites, realizado nesta semana no Rio de Janeiro, as empresas relataram casos em que a mudança de tecnologia levou a um aumento expressivo do consumo de dados, alterando a conta final.

Diretor-geral da Gilat do Brasil, Eduardo Bessa afirmou que alguns clientes migraram para soluções LEO olhando principalmente para o custo unitário da capacidade, mas posteriormente reavaliaram a escolha.

"O cliente foi para a [solução] de baixa órbita pensando só no megabit", disse. Segundo ele, em determinados casos, o aumento do tráfego fez com que "o custo do megabit seja barato, mas o custo do total mais caro".

"Muitos clientes voltaram para o GEO, buscando não só a confiabilidade técnica, mas a confiabilidade comercial", afirmou, citando modelos de cobrança flat como um dos fatores considerados. 

Head de pré-vendas da Hughes do Brasil, Raffael Malta relatou cenário semelhante. Segundo ele, a migração para uma conexão com maior disponibilidade pode modificar o próprio comportamento dos usuários e elevar fortemente o volume trafegado.

"Isso ocorre muito no dia a dia: essa troca de valores, de parecer mais barato e na prática não ser", disse. O executivo citou como exemplo a entrada de aplicações e conteúdos que antes não faziam parte do perfil de utilização da rede.

Para Malta, a análise de custo precisa considerar a solução corporativa como um todo, e não apenas a tecnologia satelital escolhida. Entre as medidas citadas estão controle de tráfego, políticas por aplicação e combinação de diferentes meios de conectividade de acordo com a criticidade dos dados.

Segundo ele, esse tipo de avaliação passou a aparecer com mais frequência à medida que clientes adotaram redes com modelos de franquia e perfis de consumo mais próximos aos de planos móveis.

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