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TELETIME News03/10/2026por Danilo Paulo

Google põe chips de IA em órbita em primeiro teste do projeto Suncatcher

Satélites Google põe chips de IA em órbita em primeiro teste do projeto Suncatcher 02/10/26, 17:37   Atualizado em 02/10/26, 17:39
Lançamento do Falcon 9 da missão Transporter-18 para a órbita. Imagem: Reprodução/SpaceX

O Google colocou em órbita na quinta-feira, 1º de outubro, o primeiro satélite experimental do Projeto Suncatcher. A iniciativa estuda a possibilidade de levar infraestrutura de computação para inteligência artificial (IA) ao espaço.

Desenvolvido em parceria com a startup de satélites Planet, o protótipo foi lançado a bordo da missão compartilhada Transporter-18, da SpaceX, a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia (Estados Unidos).

A missão fará o primeiro teste em órbita das Tensor Processing Units (TPUs), que são chips desenvolvidos pelo Google para processamento de cargas de inteligência artificial. Segundo a companhia, o contato com o satélite já foi estabelecido e o equipamento opera como esperado.

Nas próximas semanas, serão coletados dados sobre o comportamento dos chips diante das vibrações e acelerações do lançamento, além da radiação e das variações térmicas encontradas no espaço.

O Suncatcher é um projeto de pesquisa de longo prazo. O objetivo é avaliar se a órbita terrestre baixa pode, no futuro, abrigar infraestrutura escalável de aprendizado de máquina.

De acordo com o Google, uma das vantagens estudadas é o acesso quase constante à luz solar: satélites em órbita baixa poderiam gerar até oito vezes mais energia solar do que sistemas equivalentes na Terra.

A proposta, em uma etapa posterior, é operar grupos de satélites com dezenas de TPUs cada, interligados por comunicação óptica para processar cargas maiores de IA.

Data centers no espaço

"Este primeiro lançamento tem como objetivo verificar o que funciona, identificar pontos de falha e aplicar essas descobertas em missões futuras", informou o Google em comunicado.

A próxima etapa está prevista para 2027, quando a companhia pretende colocar dois satélites em órbita para testar a comunicação por laser em alta capacidade entre as espaçonaves.

Segundo a Planet, a missão lançada nesta semana representa a primeira demonstração do Suncatcher e o primeiro teste das TPUs do Google no espaço.

Antes do lançamento, o Google submeteu os chips a testes de vibração, radiação e vácuo térmico. Segundo a empresa, TPUs da geração Trillium resistiram, em testes realizados no Crocker Nuclear Laboratory, da Universidade da Califórnia em Davis, a uma dose total de radiação ionizante superior à esperada em uma missão espacial de cinco anos.

Outro desafio é a dissipação do calor produzido pelos processadores no vácuo, onde não há circulação de ar; para isso, o projeto testa soluções com tubos de calor e radiadores.

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